quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Crise nos países ricos e ascensão do Brasil criam novo perfil de imigração


O Brasil está no radar de novos imigrantes em busca de oportunidades de emprego formal e qualificado. Depois da explosão da crise financeira em 2008 que gerou uma forte recessão na economia norte-americana e abalou os mercados da zona do Euro, o Brasil tem se destacado como uma economia emergente de estabilidade face a onda de desemprego e desaceleração em países do chamado primeiro mundo.

Depois de 2008, o Brasil passou a ser um país de atração não só de investimentos mas também de técnicos, especialistas, consultores, gerentes e empresários, sendo visto como uma “ilha de prosperidade” enquanto na Europa, o cenário de desemprego evidencia a dificuldade de recuperação econômica desses países.

“O Brasil está no radar dessas pessoas, a imigração formal com visto de trabalho e para estudos tem aumentado. Vivemos hoje num país que tem gerado pleno emprego, muitas oportunidades de trabalho num universo europeu com pessoas desempregadas”, explica o coordenador geral de imigração do Ministério do Trabalho, Paulo Sérgio de Almeida.

O número de estrangeiros regulares no país aumentou em 50% de dezembro de 2009 para julho de 2011 – de 961 mil para 1,46 milhão, segundo dados do Ministério da Justiça. Os vistos têm sido emitidos para realização de trabalhos temporários, estudos e pesquisa.

Os maiores aumentos absolutos de estrangeiros regulares no país são de nacionalidades como: portuguesa (de 276 mil para 328 mil, de 2009 para julho de 2011); espanhola (de 58 mil para 80 mil); boliviana (de 35 mil para 50 mil); chinesa (de 28 mil para 35 mil); e paraguaia (de 11 mil para 17 mil).

Vistos para trabalho temporário

Só no período entre janeiro e setembro de 2011, foram concedidas 51.353 autorizações de trabalho pela CGIg (Coordenação Geral de Imigração), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), um aumento de 32,8% em relação ao mesmo período de 2010. A maioria das autorizações, 96% desse total, foram concedidas para estrangeiros com contrato de trabalho temporário no Brasil.

A título de comparação, em 2005, antes da explosão da crise financeira, foram 24.000 autorizações para estrangeiros. Já em 2010, foram 56 mil as autorizações de trabalho concedidas. Num período de cinco anos, o número de vistos de trabalho mais que dobrou.

Os dados de 2011 dão conta até o terceiro trimestre, quando já foi 30% superior ao mesmo período de 2010. O país deve fechar o ano de 2011 com cerca de 70.000 vistos de trabalho concedidos a estrangeiros, em sua maioria, a europeus, americanos e asiáticos – muitos dos quais chineses devido ao aumento da corrente de comércio entre Brasil e China.

Dos europeus, grande parte é proveniente do Reino Unido e de países nórdicos como Noruega, Holanda, e também Alemanha. Mas o ano de 2011 foi marcado pela vinda de profissionais espanhóis e portugueses, fugindo da crise que assola esses países aumentando o cenário de desemprego de muitos profissionais qualificados disponíveis nesses mercado.

Maior qualificação

Um fenômeno interessante tem chamado a atenção das autoridades de imigração: o nível de qualificação. Segundo Paulo de Almeida, que também preside o CNIg (Conselho Nacional de Imigração), dobrou o número de mestres e doutores que desembarcam no Brasil.

Em 2010, foram 476 mestres que entraram no país, esse volume foi mais do que quadruplicado em 2011. Até o terceiro trimestre do último ano, 1.954 mestres deram entrada no Brasil. Já o número de doutores subiu de 112, em 2010, para 153, até setembro de 2011.

As autorizações de trabalho a estrangeiros são em sua maioria de empresas que contratam profissionais estrangeiros, segundo Paulo de Almeida, que vem por conta de situações específicas como compra de equipamento do exterior como embarcações e plataformas da indústria do petróleo que são importadas e vem com tripulantes. “Mais de 90% são desses casos que nós autorizamos”, salientou.

Há também vagas de trabalho no mercado que não conseguem ser ocupadas por profissionais brasileiros e vem estrangeiros para suprir essa carência, “são vagas, em geral, para postos altamente qualificados”.

De acordo com Almeida, o maior crescimento entre profissionais com contrato de trabalho de até dois anos é reflexo do aumento de empresas de origem estrangeira que estão se instalando no Brasil. São empresas multinacionais que trazem inicialmente estrangeiros que detém técnicas e tecnologias, demonstrando também que esta mão-de-obra tem sido altamente qualificada.

Concorrência é grande

O sueco Christian N., de 30 anos, mesmo com qualificação na sua área em engenharia mecânica e administração de empresas, está em busca de emprego no Brasil desde junho de 2011, quando mudou-se com sua companheira brasileira para o Rio de Janeiro.

O jovem europeu que já morou em países como Alemanha e Espanha e trabalhou numa empresa multinacional americana em Luxemburgo e depois transferido para Holanda especializando-se em logística, não tem encontrado a vida tão fácil no Brasil.

Apesar de o mercado brasileiro estar aquecido com oportunidades para estrangeiros, muitos que buscam emprego aqui tem enfrentado dificuldades. Primeiro, a língua, e depois, a concorrência.

“Todo mundo falou que era um bom momento vir para o Brasil, mas aqui é difícil, tem sempre que ter contatos, conhecer alguém para conseguir fazer as entrevistas de trabalho. Tem vagas para se cadastrar, mas é difícil ter retorno (dos empregadores)”, contou Christian ao Opera Mundi que chegou ao país sem falar português, mas hoje já aprendeu a língua e tem um português fluente. O sueco diz que se sente preparado para o mercado brasileiro, apesar da grande competitividade.

O engenheiro conta que já imaginava que poderia levar até um ano para conseguir emprego e se posicionar no mercado. Mas é um pouco frustrante, admite. “O chato é que demora tanto”, disse.

Christian tinha um bom emprego como analista de distribuição na última empresa onde trabalhou na Holanda e recebia 3.700 mil euros, cerca de R$ 8.000. No Brasil, para ocupar esse mesmo posto, ele acha que o salário pode ser mais baixo,

Caso não consiga emprego no seu nível de qualificação, pretende partir para trabalhos que não sejam específicos da sua área ou com um nível menor. “Teria disposição para trabalhar por menos ou em outras áreas. Mas estou ainda tentando na minha”, disse.

Por Fabíola Ortiz - Opera Mundi

Grupo hacker diz ser responsável por ataque à página. do Banco do Brasil

No Twitter, grupo diz ser responsável pela queda
do site do banco (Foto: Reprodução/Twitter)

O site do Banco do Brasil ficou instável na manhã desta quarta-feira (1º), chegando a ficar fora do ar próximo das 10h.

Procurado pelo G1, o Banco do Brasil ainda não se pronunciou.

O grupo hacker Anonymous assumiu a autoria do ataque ao site do Banco do Brasil. Em mensagem publicada no Twitter, eles afirmam que o "alvo foi atingido" e que o site “bb.com.br” "está à deriva".

Na segunda-feira (30), o Anonymous disse que derrubou o site do Itaú e, na terça-feira (31), o grupo assumiu autoria pela queda do site do Bradesco.  O Itaú afirmou que apenas passou por uma instabilidade temporária.

Já o Bradesco afirmou que teve uma sobrecarga acima do normal, mas não confirmou que sofreu ataques. O canal de internet banking do Bradesco recebeu mais do que o dobro da quantidade usual de acessos na manhã desta terça-feira, o que causou lentidão e fez com que alguns clientes não conseguissem entrar na página na primeira tentativa, segundo o diretor-vice-presidente da instituição Aurélio Conrado Boni.

Embora os ataques aos sites não tenham sido confirmados pelas instituições, o Anonymous anunciou no microblog que realizaria ataques a diversos sites de bancos brasileiros nesta semana.

Por  G1.COM

Facebook estreia na bolsa hoje, mas acesso a brasileiro é limitado


O Facebook faz nesta quarta-feira (1º) sua estreia nas bolsas de valores norte-americanas. No entanto, a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) será limitada aos brasileiros.

A compra do lote inicial de ações da rede social mais popular deve atrair milhares de investidores de todo mundo.

Porém, para comprar o papel na Nasdaq, é preciso que o investidor more nos Estados Unidos e mantenha atividade bancária em instituição norte-americana, o que minam as chances de muitos brasileiros interessados na oferta.

São poucas os detalhes sobre a operação, mas o Wall Street Journal, famoso jornal de negócios dos EUA, conseguiu uma fonte não identificada para confirmar a questão. 

O valor estimado é de US$ 10 bilhões, o que daria cerca de R$ 17 bilhões - o que faria a empresa toda ser avaliada em cerca de R$ 170 bilhões, mais ou menos.

Porém, ontem (31) à noite, fontes de mercado apostavam que a oferta inicial seria de apenas US$ 5 bilhões. Segundo a imprensa internacional, a  rede social deve esperar como o papel deve reagir para, em seguida, aumentar o valor da oferta.

Entenda a rede

O Facebook se tornou um dos mais populares destinos na internet, desafiando empresas estabelecidas como Google e Yahoo! na disputa pelo tempo dos usuários e verbas dos anunciantes.

Com valor de mercado de 100 bilhões de dólares, a empresa criada por Zuckerberg,em um quarto de alojamento universitário em Harvard valeria duas vezes mais que a HP (Hewlett-Packard).


Por R7.COM

Unijales investe em remodelação do espaço físico para receber alunos


Unijales reafirma o compromisso de investir no ensino de qualidade. Como nos outros anos, está realizando em 2012, reformas e remodelação do espaço físico, para receber e atender melhor os seus alunos. "Estamos ampliando as salas de aula, pintando o prédio, harmonizando o espaço e reestruturando os laboratórios com a aquisição de novos equipamentos", destaca Maria Christina Fuster Soler Bernardo, reitora do Centro Universitário de Jales.

A Biblioteca também teve o acervo de Farmácia, Enfermagem, Estética e Cosmética e Fisioterapia aumentado e, para os demais cursos, houve a atualização dos livros.

Laboratórios

Para 2012, a novidade é a criação do Laboratório de Estética para que os alunos possam desenvolver as atividades práticas relacionadas às disciplinas do Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética.
Além disso, os demais laboratórios: Informática, Didática, Biologia, Química e Física, Anatomia Humana, Recursos Manuais e Eletroterapia, Termoterapia e Fototerapia, Fisiologia Cardiorrespiratória, Cinesioterapia e Mecanoterapia, Cinesiologia, Línguas, Matemática, Botânica e Enfermagem estão sendo preparados com equipamentos modernos e necessários para as aulas teóricas e práticas, seguindo as exigências do MEC, essenciais, portanto, para que os alunos da Unijales saiam preparados para o mercado de trabalho.

A diretora de graduação, Rosângela Juliano Bordon Bigulin, conclui: "o nosso foco é a valorização do processo educativo como agente de capacitação dos discentes para o mercado de trabalho, contribuindo para que os futuros profissionais desempenhem suas funções com competência, colaborando, de forma permanente, com a manutenção da tradição da Unijales".

Fonte: Assessoria de Imprensa

Zona do Euro tem novo recorde de desemprego


O índice de desemprego na Zona do Euro atingiu um recorde histórico em dezembro de 2011 ao atingir 10,4% da população ativa, segundo dados publicados nesta terça-feira 31 pela agência europeia de estatísticas, a Eurostat. Esse é o oitavo mês consecutivo em que o nível alcançou ou superou o limite dos 10%.

Segundo os cálculos da Eurostat, cerca de 16,5 milhões de pessoas estavam desempregadas na Europa em dezembro, ou seja, 20 mil a mais que em novembro.

A Espanha continua sendo o país com o maior índice de desemprego, com 22,9% da população desocupada, mesmo nível do mês anterior e à frente da Grécia (19,2%). Por outro lado, a Áustria se mantém como o país em que o desemprego é o mais baixo (4,1%), na frente de Holanda (4,9%) e Luxemburgo (5,2%).

O índice de desemprego na França, de 9,9%, aumentou em relação a novembro (9,8%). Na Alemanha, este índice se mantém nos 5,5%.

No conjunto da União Europeia (UE), em dezembro o índice de desemprego se manteve estável em relação a novembro, mas o Eurostat revisou para cima os dados de novembro (9,8%).

Justamente para impulsionar o crescimento e o emprego na Eurozona, os 27 dirigentes da UE se reuniram na segunda-feira 30 em Bruxelas. Os europeus acordaram um pacto que consagra a austeridade fiscal na Europa, além das medidas concretas para frear os flagelos de recessão e desemprego adotadas anteriormente.

Apenas Grã-Bretanha e República Checa ficaram fora do tratado, que responde a uma exigência de disciplina da chanceler alemã, Angela Merkel, em troca de maior solidariedade financeira.

O centro das atenções, mas uma vez, foi a Grécia, que representa 2% do PIB da Zona do Euro e país onde teve início a crise da dívida pública. “Pedimos que os ministros de Finanças (da Zona do Euro) realizem as ações necessárias para pôr em prática até o final da semana o acordo com os bancos e aprovem o novo programa de empréstimos de 130 bilhões de euros prometidos ao país”, disse o presidente da UE, Herman Van Rompuy.

A Grécia tenta concluir as negociações com os credores privados, entre eles bancos, companhias de seguros e fundos de investimento – que consentiram em perdoar 50% da dívida grega em suas mãos. Este acordo é condição indispensável para um novo pacote de ajuda a ser concedida pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Através desse pacto, os credores privados perdoariam cerca de 100 bilhões de euros da dívida grega, mas até agora as negociações tropeçaram nas taxas de juros exigidas da Grécia pelo restante da dívida. O Banco Central Europeu também está sob forte pressão para aceitar o perdão da dívida do país em seus ativos.

Pairou sobre a cúpula de Bruxelas a sombra da controvérsia relacionada a uma proposta alemã de colocar a Grécia sob uma estrita tutela fiscal europeia. A proposição foi rejeitada secamente por vários países, entre eles a França.

O presidente Nicolas Sarkozy considerou que isso não seria “razoável, democrático e eficaz”. O governo de Atenas também se manifestou contra.

Além das questões gregas, o pacto fiscal europeu obriga a fixação de um teto máximo de déficit de 0,5% do PIB sob pena de sanções (multa de até 0,1% do PIB) e exclui da ajuda europeia aqueles que não ratificarem o acordo.

A partir de agora, a Comissão Europeia ou qualquer país da Eurozona ou da UE que tenha firmado o tratado de governança europeia, poderá levar um país infrator ante o Tribunal da UE.

Por AFP

Governo destina R$ 4 bi para o combate a droga em todo o país



Segundo Cardozo, as ações do poder público se dividirão em três eixos: prevenção, tratamento de dependentes e repressão ao tráfico.

Cardozo afirmou que a estratégia do governo inclui “internações compulsórias nos casos mais graves determinados por médicos ou pela Justiça”.

Ressaltou, porém, que “as ações só serão desenvolvidas quando tivermos total segurança de que os equipamentos de saúde estão aptos a absorver os usuários que serão para lá encaminhados”.

Combate ao crack nos Estados
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, teve reunião na manhã desta terça (31) no Ministério da Justiça, para discutir a implementação do programa Crack, É Possível Vencer!. Declarou que, em seis meses, oito Estados já terão o programa do governo implantado.

Participaram da reunião 22 secretários de Segurança Pública e quatro representantes da secretaria dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte e Sergipe. Apenas o Estado de Roraima não estava presente.Também compareceu o ministro interino da Saúde, Mozart Sales, e representantes do Ministério de Desenvolvimento Social.

"Nós fizemos uma rápida apresentação, os Estados estão levantando dúvidas, questionamentos, mas houve uma excelente aceitação do plano e acredito que rapidamente vamos pactuar com os Estados já nas ações que são muito importantes. Estamos com discussões técnicas concluídas em três Estados, mas a ideia é que no primeiro semestre consigamos cobrir oito Estados", explicou.

Segundo o ministro, o primeiro Estado que terá o programa de combate ao crack é o Rio de Janeiro. Outros Estados já têm mapeados as "cenas de uso", mas aguardam uma capacitação dos profissionais e dos equipamentos de saúde para receber os usuários.

Cardozo voltou a reforçar, na reunião, que o governo vai tentar sempre um tratamento consentido dos usuários, mas que haverá internação compulsória em casos que a lei permite.

"Evidentemente o serviço de saúde e de serviço social buscarão a internação consentida a conscientização do usuário e, claro, vamos cumprir a lei. Há casos em que a lei permite a internação involuntária, internação compulsória. Nos casos em que a pessoa não puder discernir, não tiver consciência daquilo que é factível e nos casos de comprometimento da vida. São casos em que o médico, analisando a situação, pode determinar a internação involuntária. Em outros casos em que pode haver uma determinação judicial", esclareceu.

O ministério é responsável pela parte do programa ligada à autoridade, que cuida da repressão ao tráfico e combate ao crime organizado, e à prevenção. As principais ações estão divididas em três eixos: o combate às cracolândias, às organizações criminosas, e a mudança na legislação.

O programa foi lançado no dia 7 de dezembro de 2011 pela presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Ao todo, o plano terá investimentos de R$ 4 bilhões em atuação conjunta do governo federal, Estados e municípios.

Além de autoridade e prevenção Crack, É Possível vencer! também tem um eixo de tratamento, de responsabilidade do Ministério da Saúde.

Por Portal Vermelho, com agências

Governo quer mudar Lei Seca para que motorista bêbado seja punido mesmo que não se submeta ao bafômetro


Brasília - O governo pretende alterar a Lei Seca (Nº 11.705/2008) para que os motoristas que estiverem dirigindo alcoolizados possam ser processados mesmo que se recusem a passar pelo chamado teste do bafômetro. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a ideia é que “todas as provas admitidas pelo Direito possam ser usadas contra o infrator, como testemunhas e filmagens por câmeras de segurança, de modo que a lógica da Lei Seca seja invertida e o próprio acusado passe a ter o interesse de se submeter ao teste para escapar da cadeia.

“Nós temos uma boa lei, mas há uma falha que precisamos corrigir. De acordo com a Constituição, ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si próprio, o que faz com que o teste do bafômetro para medir a dosagem de álcool no sangue seja burlado se a pessoa se recusar a fazer”, explicou Cardozo. Por isso, o Ministério da Justiça está em entendimentos com o Senado e com a Câmara para alterar a lei, com a aprovação de mudanças que impeçam os motoristas bêbados de se beneficiar dessa situação.

O ministro disse que as mudanças pretendidas pelo governo na legislação incluem aumentar o valor da multa para quem for detido alcoolizado ao volante e, também, aplicar punições mais rigorosas sem necessidade de comprovar a presença de álcool no sangue. Para ele, a mudança na Lei 11.705 “é fundamental para acabar com a sensação de impunidade que ela enseja em virtude desta situação [a recusa do motorista de se submeter ao teste do bafômetro]”, disse o ministro.

Por Agência Brasil

Acidente químico mata quatro funcionários de frigorífico em Mato Grosso do Sul


Brasília - Uma reação química matou quatro funcionários do curtume [processo de preparação do couro] de um frigorífico em Bataguassu, no Mato Grosso do Sul. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar estadual, 20 pessoas foram intoxicadas pelo gás resultante da reação. Duas vítimas em estado gravíssimo foram transferidas para o hospital de Presidente Prudente em São Paulo, e 12 estão em observação no hospital local.

O coronel Joílson De Paula, do Corpo de Bombeiros, informou que, ao descarregar o Ácido Dicloro-propiônico usado no curtume em um tanque submerso, o motorista percebeu a liberação de grande quantidade de gás. Três funcionários que estavam em uma estrutura acima do tanque desmaiaram. Um quarto funcionário tentou descer pela escada, mas também desmaiou. Os quatro morreram no local.

Os bombeiros acreditam que uma outra substância que estava no tanque reagiu com o ácido, provocando o acidente. A área do frigorífico foi isolada e aguarda vistoria de técnicos da Marfrig, empresa dona do frigorífico, para avaliarem as causas do acidente.

Em nota, a empresa divulgou que o acidente já foi controlado e em conjunto com a polícia civil e técnica, investigará as causas do acidente. Segundo a nota, os funcionários e familiares estão recebendo atendimento da Marfrig.
 
 
Por Agência Brasil

Governo divulga a lista de 18 montadoras que foram protegidas com IPI mais baixo



Brasília – O governo federal divulgou ontem (31) a lista definitiva das 18 montadoras de automóveis instaladas no Brasil que serão beneficiadas com o desconto de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre a produção de veículos. O benefício vale até dezembro. A relação anterior era provisória.

As montadoras livres do pagamento da alíquota mais alta são Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, MMC, Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International Indústria Automotiva da América do Sul. Todas essas as montadoras cumprem as regras de conteúdo nacional e de investimento em inovação. Entre as exigências está a utilização de, no mínimo, 65% de componentes nacionais, a realização no Brasil de ao menos seis de 11 etapas da fabricação e investimento de 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento aqui no país.

A relação das empresas habilitadas foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. O texto diz que o benefício “está sujeito à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva.” A redução no pagamento do IPI é válida para os modelos fabricados no Brasil, no México, Uruguai e parceiros do Mercosul. Para essas empresas, o tributo fica entre 7% e 25%. As montadoras que não atenderam às condicionantes exigidas terão seus carros taxados entre 37% e 55%.

A maior parte das montadoras excluídas da lista é da Coreia do Sul e da China, segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Por Agência Brasil

Exportadores de suco de laranja e governo se reúnem para discutir entraves na venda aos EUA


Brasília - O presidente da Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus-BR), Christian Lohbauer, reuniu-se ontem 31/01 com representantes de ministérios para pedir que o governo assuma o papel de interlocutor, junto às autoridades americanas, na solução do problema gerado desde que a Agência Americana de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) anunciou que uma empresa americana detectou baixas quantidades do fungicida carbendazim no suco de laranja comprado do Brasil.

Lohbauer disse que os Ministérios da Agricultura, de Relações Exteriores e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, já têm um grupo que examina o assunto desde que ele veio à tona e que, nas próximas semanas, representantes de cada pasta se reunirão com autoridades americanas de diferentes áreas para tratar o caso. “Vai ser um esforço muito mais político do que técnico, porque a posição técnica já foi toda conversada”.

Embora o carbendazim seja aceito nos outros mercados, está proibido nos Estados Unidos desde 2009 e a detecção do produto no suco brasileiro foi considerado pelos americanos como uma violação das regras, explicou Lohbauer. Após se reunir no Ministério da Agricultura com o secretário executivo, José Carlos Vaz, e o de Relações Internacionais, Célio Porto, ele disse acreditar numa solução a curto prazo.

“A ninguém interessa que o suco brasileiro não entre nos Estados Unidos. É uma questão eminentemente técnica e legal. Não há o interesse, por exemplo, de proteger o mercado interno ou o produtor americano, porque o suco brasileiro é necessário na cadeia produtiva americana, não há outro fornecedor mundial com a proporção do suco brasileiro que forneça para os EUA”, disse Porto.

Lohbauer garantiu que desde a primeira semana de janeiro a indústria brasileira suspendeu o uso do carbendazim em suas lavouras e que um trabalho de divulgação deve ser feito com os demais produtores. O projeto apresentado pela indústria é de uma carência de 18 meses para que 100% do produto brasileiro chegue ao mercado americano sem nenhum resíduo do fungicida proibido lá.

Em relação ao que já foi enviado aos Estados Unidos, que pode ultrapassar 30 mil toneladas do produto, a lei americana prevê duas alternativas: incineração ou reexportação para outros mercados. Lohbauer disse que nenhum exportador deve optar pela incineração. Apesar de aceitar a retirada do fungicida das lavouras brasileiras, o presidente da Citrus-BR disse que não houve falha do produtor nacional.

“O produto está dentro da lei brasileira, todos os outros mercados aceitam. O citricultor não fez nada de errado, a indústria não fez nada de errado. O fato é que a maneira como nós fazemos a medição e o monitoramento da substância não foi suficiente pra evitar que um índice mínimo fosse detectado nos Estados Unidos. A agência americana já oficializou que isso não traz problema para a saúde, então todo suco brasileiro está apto para consumo humano, mas a gente enfrenta uma questão legal”, disse Lohbauer.
O carbendazim é uma das três substâncias usadas em rotação nas lavouras brasileiras de laranja para combater os fungos que a atacam. A solução é a substituição por outro, ainda a ser escolhido, e que, segundo Lohbauer, ainda não existe em quantidade suficiente no mercado brasileiro.

Segundo a Citrus-BR, o Brasil exporta cerca de 1,2 milhão de toneladas equivalentes de suco de laranja por ano a um valor de US$ 2 bilhões. Cerca de 70% disso vai para a União Europeia e 13% para os Estados Unidos. No entanto, 55% das importações americanas de suco de laranja têm origem brasileira. Lá, o suco brasileiro é misturado a sucos de outras procedências, de dentro do país e do México, para dar mais cor e gosto ao produto comercializado.
 
Por Agência Brasil