Brasília - Durante a divulgação do relatório da Comissão Pastoral da
Terra (CPT) que registra aumento de 15% no número de conflitos no
campo em 2011 ante 2010, secretário-geral da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, disse ontem (7) que se o
novo Código Florestal entrar em vigor como foi enviado pelo Congresso
para sanção presidencial, “provavelmente aumentará os confrontos”.
Dom Leonardo Steiner defendeu que a presidenta Dilma Rousseff vete o texto como foi aprovado pela Câmara, no final de abril.
“Infelizmente, o Código Florestal aprovado [pela Câmara] não prima
pela ética. O texto aprovado visa especialmente ao lucro [dos
produtores], vender [produtos primários] para o exterior. Se não for
vetado, ele provavelmente aumentará o conflito no campo, e os relatórios
[da CPT], no futuro, se tornarão ainda mais pesados”, declarou o
secretário-geral da CNBB, crítico do que classifica como um “modelo
equivocado de desenvolvimento", que prioriza o agronegócio em detrimento
das populações tradicionais.
“Esperamos que o futuro nos ajude a termos um código que represente,
de fato, uma possibilidade de relações harmônicas”, completou.
Para a coordenação nacional da CPT, o texto aprovado flexibiliza as
leis ambientais e anistia quem desmatou em áreas de proteção ambiental.
Além de movimentos sociais e ambientalistas, o projeto da Câmara vem
recebendo críticas também de senadores que haviam aprovado, com a
participação dos deputados, um projeto considerado mais rigoroso quanto à
proteção ambiental.
Por Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil
Repórter Agência Brasil
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