Brasília - A ampliação da abrangência da Lei de Penalidades, na área
dos combustíveis, foi discutida nesta terça-feira (8) pela
diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, em encontro com o ministro de
Minas e Energia, Edson Lobão, em Brasília. Ela argumentou que a atual
realidade do setor recomenda mudanças para as áreas de produção e
revenda de combustíveis.
A agência quer também impor penalidade maior para casos de vazamentos
na área de produção e outros transtornos que acontecem na
comercialização. "Quando a Lei de Penalidades foi elaborada, ela
procurou visar mais a área de distribuição e revenda", disse Magda. As
multas, segundo a diretora, devem ocorrer de acordo com a capacidade
econômica do infrator e chegam hoje ao teto de R$ 5 milhões.
O movimento de produção previsto para os próximos dez anos, na
exploração do pré-sal, assim como a produção e a comercialização do
etanol, envolvem um quadro que, segundo Magda, justifica mudanças. "O
pequeno empresário hoje não difere do grande para efeito de penalização,
o que não é justo", afirmou. A adaptação da lei depende de aprovação
pelo Congresso Nacional. A diretora não fez previsão de quando será
apresentada minuta de projeto sobre o assunto.
Por Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
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