Presidenta recebeu no Palácio do Planalto Michelle Bachelet, diretora executiva da ONU Mulheres
A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (15) da diretora executiva
da ONU Mulheres (Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e
o Empoderamento da Mulher), Michelle Bachelet, a versão em português do
relatório Piso de Proteção Social para uma Globalização Equitativa e
Inclusiva, que defende a implementação de pisos de proteção social para
estimular o crescimento econômico e aumentar a coesão social diante dos
efeitos da crise internacional.
Segundo o documento, o conceito de piso de proteção social adotado
pela ONU e pelo G20 corresponde a um conjunto de políticas de
transferência de renda combinada com acesso a serviços essenciais de
saúde, educação, saneamento, emprego e habitação.
No Palácio do Planalto, a ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet,
coordenadora do Grupo Consultivo sobre o Piso de Proteção Social,
afirmou que programas como o Bolsa Família podem reduzir a volatilidade
econômica provocada pela crise ao manter a capacidade de consumo das
famílias de baixa renda.
“Durante a preparação deste relatório, tivemos a oportunidade de
comprovar como as políticas de proteção social evitaram o pior da crise
econômica, principalmente entre os mais vulneráveis, sustentaram a
demanda e impulsionaram a recuperação econômica no Brasil e em vários
outros países emergentes”, disse Bachelet.
Ela destacou que 1,4 bilhão de pessoas vivem, no mundo, em situação
de extrema pobreza, 2,6 bilhões não têm acesso a saneamento e 884
milhões não dispõem de água potável.
Segundo Michelle Bachelet, a firme defesa da implementação do piso de
proteção social na abertura da Assembleia Geral da ONU e na Cúpula do
G20 em Cannes fez da presidenta Dilma uma “grande embaixadora mundial da
proteção social”.
“Sabemos por experiência própria, desenvolvida a partir de 2003 aqui
no Brasil, que investir em proteção social é um meio extremamente eficaz
de lutar contra a pobreza, de reduzir as desigualdades, melhorar os
padrões de vida, e de fomentar a coesão e estabilidade sociais”, disse a
presidenta Dilma.
Ela fez um alerta para a “dramática” situação econômica vivida pelos
países desenvolvidos, que pode significar redução de direitos e perdas
de garantia.
“O desemprego nos países avançados e a perspectiva de retrocesso nas
políticas sociais colocam também, no centro do dia, o piso mínimo de
proteção social. Os governos precisam romper com a dissonância cada vez
maior entre a voz dos mercados e a voz das ruas”, defendeu a presidenta,
explicando que os países devem adotar medidas que solucionem a crise,
mas que também garantam que a população não sofra toda a sua magnitude.
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