São Paulo – Os eleitores do Pará rejeitaram a divisão do território
do estado em três em plebiscito realizado neste domingo (11). Tanto na
pergunta sobre a criação de Carajás, ao sul da área atual, quanto de
Tapajós, a oeste, tiveram majoritariamente respostas negativas pelos
eleitores. A confirmação de que o resultado estava matematicamente
consolidado foi apresentada pelos presidentes do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, e do Tribunal Regional Eleitoral
do Pará (TRE-PA), Ricardo Nunes.
Foram 66,6% dos eleitores rejeitaram a criação dos estados de Carajás e do Tapajós, enquanto 33,4% se disseram favoráveis. A certeza do resultado estava dada a partir das 20h. Segundo dados do TRE-PA, dos 4.848.495 eleitores aptos a votar, 1.246.646 não compareceram (25,71% do total) a uma das 14.249 seções espalhadas pelo estado.
Foram 66,6% dos eleitores rejeitaram a criação dos estados de Carajás e do Tapajós, enquanto 33,4% se disseram favoráveis. A certeza do resultado estava dada a partir das 20h. Segundo dados do TRE-PA, dos 4.848.495 eleitores aptos a votar, 1.246.646 não compareceram (25,71% do total) a uma das 14.249 seções espalhadas pelo estado.
Os eleitores responderam, no plebiscito, "sim" ou "não" a duas
perguntas.
A primeira dizia respeito à criação do estado do Tapajós, no oeste do
território atual. A segunda questionava sobre a formação de Carajás, ao
sul.
Como Belém concentra boa parte dos eleitores do estado, eles tiveram
peso importante no resultado final. Os habitantes da capital opõem-se à
divisão do Pará, enquanto os de Carajás e Tapajós mostravam-se, segundo
as pesquisas de intenção de voto, favoráveis.
A votação correu com tranquilidade e, para Lewandowski, mostrou o
amadurecimento do eleitorado. Ele ainda avalia o plebiscito como um
"teste"
à democracia participativa, um "passo para além
da mera democracia representativa" autorizado pela Constituição de
1988.
"Vivemos agora em toda a plenitude a
democracia participativa, em que o povo é chamado a opinar sobre as
questões relevantes que dizem respeito ao país, mediante alguns
instrumentos como o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular",
comemorou o presidente do TSE.
Para eventuais próximas consultas populares, Lewandowski
sugeriu que eles coincidam com eleições convencionais. A medida
representaria uma redução de custos. Uma mudança no software empregado
em 2012 nas urnas eletrônicas deve facilitar a inclusão de perguntas aos
eleitores, quando for o caso. Isso facilitaria a condução de
plebiscitos (quando a decisão dos cidadãos precisa ser homologada pelo
poder Legislativo) ou referendos (casos em que a escolha da maioria é
definitiva, independentemente do Parlamento).
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
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