A 16ª edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF) revelou
redução no número de famílias brasileiras endividadas. Levantamento
divulgado hoje (8) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
referente a novembro, aponta que 55,6% dos entrevistados disseram não
ter dívida, o que representa um aumento de 1,4 ponto percentual em
relação ao registrado no mês anterior, 54,2%.
Já o percentual dos que se declararam muito endividados apresentou
ligeira alta, ao passar de 7,8%, em outubro, para 8,2%, em novembro. A
pesquisa ainda mostra que entre os endividados cujo débito representa
até metade do rendimento domiciliar mensal, o índice de 18,2% é o menor
desde o início do ano. A dívida média registrada pelo IEF teve ligeira
queda e passou de R$ 4.369,39, em outubro, para R$ 4.315,70, em
novembro.
O levantamento também destaca que, entre as famílias com algum tipo de
dívida, apenas 18% disseram ter condições de pagá-la em sua totalidade.
Enquanto isso, 45,6% dos entrevistados responderam que poderão quitar os
débitos parcialmente e 33,8% disseram não ter como pagar naquele mês as
contas em atraso.
Em relação à expectativa sobre a situação econômica do país no curto
prazo, 60,1% das famílias acreditam que o Brasil terá melhores momentos
nos próximos 12 meses. O percentual é 1,2 ponto percentual superior ao
registrado em outubro (58,9%). “A expectativa é otimista em todas as
classes consideradas no estudo. Há uma tendência crescente no otimismo
das pessoas que ganham até cinco salários mínimos, sendo a classe mais
otimista a que recebe de quatro a cinco salários mínimos”.
O IEF é calculado com base em pesquisa feita em 3.810 domicílios, em
mais de 200 municípios, abrangendo todas as unidades da Federação.
Por Agência Brasil
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