Brasília – Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
divulgou em seu relatório anual dados sobre o alto nível de pressão
sanguínea e de glicose de homens e mulheres em 194 países. De acordo com
o relatório, um em cada três adultos no mundo tem pressão alta.
A hipertensão contribui para a metade das mortes por derrame e 45% por
problemas cardíacos. O diagnóstico e o tratamento diminuíram o número de
pessoas com hipertensão em países desenvolvidos. Na África, o cenário é
outro, quase 50% da população adulta têm pressão acima do normal.
“A maioria dessas pessoas não tem diagnóstico [nos países africanos].
No entanto, muitos dos casos poderiam ser tratados com remédios de baixo
custo, o que diminuiria significativamente o risco de morte e
incapacidade provocada por doenças do coração”, diz relatório da
entidade.
No Brasil, 39,4% dos homens com mais de 25 anos e 26,6% das mulheres sofriam de hipertensão em 2008, conforme os dados da OMS.
O levantamento mais recente do Ministério da Saúde, divulgado no mês
passado, indica que 22,7% dos brasileiros adultos sofrem de hipertensão.
A prevalência da doença avança com a idade. Quase 60% da população com
mais de 65 anos têm a doença, que é considerada crônica. Na faixa etária
de 18 a 24 anos, apenas 5,4% são diagnosticados com hipertensão.
A doença é caracterizada pela pressão arterial igual ou superior a 14
por 9. O mesmo relatório da OMS também trata da prevalência mundial do
diabetes. De cada dez adultos, um sofre da doença.
Por Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
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